sábado, 25 de abril de 2020

              Pisa na fulô

Nesta cidade tão bela;
Pequena mas cultural,
Tem festa o ano inteiro,
Mas hoje é especial,
É a cultura do sertão,
Nossa festa de São João,
Cheia de gente animada.
Vem pra cá também você,
Que vou dizer o porque,
Desta festa arretada.

Nesta noite de São João;
Uma coisa se cogita,
Expressar os velhos costumes,
Que ainda hoje se acredita,
Este,vinha perdendo o valor,
Mas hoje com muito amor,
Juntos vamos resgatar,
Trazendo nossas raízes,
E pra o público ficar feliz ,
No tempo vamos voltar.

Pra ser o tradicional;
E a festa ficar bonita,
Foi tirado do baú,
A velha roupa de chita,
Junto ao forró pé de serra,
Pra engrandecer nossa terra,
A quem devemos amar,
E os valores culturais,
Nós vamos correr atrás,
E ao povo proclamar.

E no calor bem humano,
Vamos esquentar Assunção,
Com o colorido do amor,
Colorindo esta nação,
Esta quadrilha do bem,
Que não faz mal a ninguém,
Só expressa alegria,
É dançando com amor,
Que hoje, pisa na fulô,
E você o que faria?

São João é festa bonita,
Que dá gosto de se ver,
É cultura popular,
Resgatar é nosso dever,
E atendendo a um pedido,
De um alguém muito querido,
A quem não se pode faltar,
Pode até não ser igual,
Mas é o tradicional ,
Que vamos apresentar.

Peço aos queridos jurados,
Que ouçam com atenção,
Analisem a história,
E escolham com a razão,
O fato é vivenciado,
Por isso,tenha cuidado,
Com a decisão a tomar,
Sei que cada um aqui,
Atento vai assistir,
E com o coração votar.

Maria Augusta.
Junho 2017.







sábado, 18 de abril de 2020



Quero parabenizar,
os heróis de Assunção,
Juntos buscam solução,
Para o vírus controlar,
Barreiras tentam salvar,
Homem,  mulher, menininho,
Especialmente velhinhos,
Que tanto nos ajudou,
E seu torrão tranformou,
No nosso belo cantinho.

Prof: Maria Augusta .

segunda-feira, 13 de abril de 2020


Será?

Para alguns sou invisivel,
Mas meu santo é firme e forte,
Luto sempre  confiante,
Sou fiel até a morte.
Assim vou levando a vida,
Pois esta é minha sorte

Sorte que agradeço a Deus,
Todo dia e toda hora,
Vivo sorrindo e cantando,,
Em casa ou mundo a fora
E se as vezes me aborreço,
Pego a mala e vou embora.

Maria Augusta




Primeiro merversário

Hoje meu Gabriel faz
Seu primeiro merversário,
De bençãos um mulionário,
Uma vida de muita paz,
Desejo -lhe muito mais.
Não tenhas mente vazia.
Cresça com sabedoria.
Seja do bem, plante amor
E regue como mandou
Senhor Jesus e Maria.

Maria Augusta.

domingo, 12 de abril de 2020



Saudades

Ai que saudade que sinto
Dos tempos que vi outrora
Que os anos levaram embora
E estes não voltam mais,
Tudo aqui já vi um dia
Água pura em correnteza
Nascentes de águas cristais
Olhos d’ águas que brotavam
Brejos de canaviais,

Ai que saudade que sinto
Das noites enluaradas
Das conversas nas calçadas
Dos leilões do mês de maio,
Tudo era diversão
Deitar e rolar na areia
Brincar de chamar comadre
Nas fogueiras de São João,

Ai que saudade que sinto
Das colheitas em abundância
Daquelas belas festanças
Das moagens e farinhada
Tudo ficou para trás
As trilhas em que se andava
Pedras que a gente brincava
Que muitos nem lembram mais,

Ai que saudade que sinto
De andar a cavalo na rua
Buscar água na cabaça
E catar feijão na cuia
Ficaram só as lembranças
Nada disso hoje se faz
Nem brincadeiras de roda
As meninas querem mais,

Aqui não se vive em paz
União não se tem mais
Graças a estas mudanças
Um pouco que ficou pra trás
Será que ainda se alcança?
Tudo hoje é diferente,
Amigo não faz mais, como se fazia antigamente.

Maria Augusta


É preciso ser amada

Credsci em meio ao cordel
Por isso eu gosto tanto
Vou falar de um assunto
Um tanto quanto importante
Que só nos deixa feliz
Nos alegra a cada instante

Quando Deus criou o mundo
Fez com o homem uma aliança
Mas ele sendo tentado
No acordo fez mudança
Caiu no laço maldito
Bagunçou nossa esperança

Hoje se vive no mundo
Com um forte vendaval
Mas temos algo mais forte
Pois ela é especial
Brilha mais que a estrela d’alva
Quando é noite de Natal

Nos enche de alegria
Ao crescer deixa saudade
Sempre nos faz companhia
E só produz amizade
Um lar que não tem criança
Não terá felicidade

A criança é a semente
Semeada com a mão de Deus
Gerada pra ser um anjo
Assim Deus esclareceu
Quem não for como uma criança
Não entra no Reino Seu

Criança é como uma planta
É preciso se regar
Sem se dar um bom exemplo
Não é correto cobrar
No mundo há equilíbrio
Pra colher tem que plantar

A criança é um presente
Que vem de nosso Senhor
Ela é pura e inocente
Também não guarda rancor
Por isso ela merece
Ser tratada com amor

Não existe regra escrita
Para educar uma criança
Cada uma é diferente
Com bons exemplos se alcança
Pois se espelham em exemplos
E é do mundo a esperança

Pra educar um acriança
Todo exagero é nefasto
Não o mime em demasia
Seja moderado em gasto
Pra quando tiver adulta
Não a ver como um fiasco

Botar no mundo é fácil
Difícil é o viver
Boa mensagem é útil
Mas não passa de um dizer
Sem bons exemplos concretos
Nada vai desenvolver

A criança é insegura
Neste mundo turbulento
Sempre observa ao redor
Do barco que ela está dentro
É preciso ter cuidado
Pra não remar contra o vento

Nos belos planos de Deus
A criança está presente
Por isso é importante
Que viva dignamente
Gozando de seus direitos
Que as leis dos homens consentem

Criança é indefesa
Uma pequena criatura
É preciso ser amada
Para se sentir segura
É assim que está escrito
Na Sagrada Escritura

Criança é graciosa
E por Deus abençoada
Com toda sua pureza
Merece ser coroada
Tratada como um tesouro
E jamais crucificada

Não sei se foi de propósito
Só sei que o dia surgiu
E a criança é feliz
Porque Jesus permitiu
Que o seu dia seja o mesmo
Da Padroeira do Brasil

Criança é especial
Não precisa dia seu
De segunda a segunda
Deus um sorriso lhe deu
Pois todo dia é seu dia
Desde que Jesus nasceu.

Sempre brincando com as letras
E neste ritmo vou fundo
Me sinto uma criança
Com o seu viver fecundo
Em cordel parabenizo
Toda criança do mundo.

Maria Augusta

                                               Acordar

Com o belo canto do galo
Que desperta com a alvorada
O latido do cachorro
Com o frio da madrugada
A melodia dos pássaros
E o berro da bezerrada.

Maria Augusta